sábado, 26 de julho de 2014


Homens bombas

Os Kamikazes foram designados, os pilotos suicidas do Japão durante a Segunda Guerra mundial. Eles eram convocados para prestar serviços ao Imperador, alguns se voluntariavam outros não. Veja a reportagem completa no site: clique aqui.
                             

Tudo começou em 1944 quando alguns aviões do Japão foram atacar um navio americano, e pelo rádio o tenente Yukio Seki deu a ordem de eles se atiraram contra o navio, cometendo suicídio, mas tudo para ajudar seu Imperador, ele disse que era: “Melhor morrer que viver como um covarde”.
Os primeiros homens a suicidarem ganharam placas comemorativas, as quais os retratavam como semideuses, os outros kamikazes que os seguiram durante o período de guerras também receberam este tipo de homenagem. A impressa americana foi proibida de publicar qualquer coisa sobre os kamikazes, mas em 1945, eles mostraram para todos a imagem de pilotos fanáticos por seu Imperador, foram eles que criaram a expressão kamikazes, pois no Japão eles utilizavam outro nome, e adotaram o nome que os EUA deram a eles.
A maioria dos kamikazes eram formados por estudantes que eram retirados das salas de aula para poderem servir ao exército.  Muitos desses estudantes não queriam virar kamikazes mas eles eram obrigados, outros se voluntariavam sem questionar nada.

O treinamento era brutal, eles apanhavam por qualquer motivo, por não saberem recitar o Decreto Imperial ao Soldado, por inveja ou para formar seu caráter. Os soldados escreviam em diários, em muitos deles, eles citam que não cometiam o suicídio e sim que eram assassinados pois eram obrigados a fazer aquele serviço, alguns dizem que faziam aquilo pelo seu Imperador, e há relatos de um soldado que fez aquilo pois não queria que os soldados americanos ganhassem a guerra e que aproveitassem de sua mulher.


Os pilotos eram treinados para que no momento que fossem convocados para o grande dia de suas vidas não fizessem nada de errado. Eles recebiam instruções para que não fechassem os olhos no momento do mergulho no navio para não errar o alvo, e também usavam um capacete, pois suas aeronaves eram abertas, então os capacetes serviam de proteção contra o frio e o vento. Muitos não acertavam o alvo, ou eram impedidos de terminar a sua missão antes de chegar perto dos navios.
Depois de suas mortes as famílias recebiam uma caixa com o nome do soldado sem nenhum resto mortal, pois não tinha como achar os corpos.
A intensidade das ações kamikazes diminuíram, eles estavam se preparando para um ataque dos EUA que não aconteceu. Os Estados Unidos, Grã-Bretanha e China criaram a Declaração de Potsdam que ameaçava o Japão.
O Japão sofreu ataques com bombas atômicas contra Hiroshima e Nagasaki, o que fez com que o Imperador anunciasse a rendição. Depois disso o comandante da operação kamikaze cometeu seppuku (suicídio).
Pude perceber que esses soldados se voluntariavam, outros eram obrigados. Eles diziam que era para ajudar seu Imperador, desde pequenos já ouviam que deveriam ser fieis, portanto os verdadeiros culpados desse massacre não foram os soldados mas sim as pessoas que os treinavam, que os obrigavam a fazer tudo aquilo.

Podemos ver registros de ações parecidas com as dos kamikazes atualmente em ataques terroristas com homens bombas, que são influenciados pela ideologia que seguem.
                                                 

11 comentários:

  1. Eu sou totalmente contrário aos kamikazes, eu não acho justo pessoas suicidarem por causa dos ideais de outras pessoas ou até suicidarem porquê foram forçadas, não adianta as pessoas te verem como herói já depois de morto. E mesmo os que aceitaram ser kamikazes podem ter sido influenciados, pois os japoneses eram treinados desde pequenos a idolatrar seu Imperador, e fazer o que for preciso para defendê-lo, portanto eles aceitariam qualquer coisa se fosse com o intuito de proteger seu líder. Temos exemplos de kamikazes até hoje, como por exemplo os homem bomba, que constantemente aparecem nos noticiários, e uma semelhança entre eles é que tanto os kamikazes quanto os homem bomba são ensinados desde pequenos a defenderem os ideais de seus líderes e por isso acabam cometendo atrocidades.

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  2. Considero que qualquer forma de fanatismo faz o indivíduo perder a razão e agir pela emoção, assim como aconteceu com os kamikazes. Muitos aceitavam a proposição de honrar o imperador em prol de sua nação, pois haviam sido instigados desde pequenos a serem "fieis", durante anos seus líderes alimentaram esse fanatismo. Mesmo aqueles que ficaram acanhados foram encorajados pela possível conquista de se tornar um herói, de ser um homem de coragem. Concordo que a culpa não deve ser despejada sobre os kamikazes, na minha opinião esses homens foram apenas ferramentas para executar o plano de seu líder, durante anos foi feita uma "lavagem cerebral" nestes.

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  3. Acho injusto treinar alguém para a morte. Creio que não importa o quanto o Imperador seja importante para um país, existem outras formas de ganhar guerras que mesmo colocando os soldados em perigo não são fatais como os kamikazes. Assim como foi dito no texto, concordo que isso é assassinato e não suicídio. Eram convencidos pela sua fraqueza, movidos pela fé, convencidos de que teriam a honra após a morte se realizassem tal ato. Sua família recebiam caixas com seus nomes como lembrança e isso era motivo de orgulho, te feito algo importante para o país que seria lembrado.
    Eu não concordo com o uso de kamikazes em guerras, mas faz parte da cultura deles, muitos concordam com o costume e fazem por vontade própria e mérito.

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  4. A Segunda Guerra Mundial nós deixou fortes relatos a respeito de pessoas que se sacrificam por sua nação seguindo uma ideologia, o caso dos kamikazes merece uma atenção especial já que podem ser vistos como o estopim do que um cidadão faz por sua nação seguindo uma ideologia implantada pelo seu governo. Acho absurdo o fato de um ser humano ser treinado para a morte, e a morte de uma forma tão dolorosa, servir de munição para atacar o oponente é cruel, essa ideologia de servir a nação acima de tudo foi tão fortemente implantada na mente desses homens que a maior parte foi por vontade própria, como voluntários ao seu estado. Não concordo em parte alguma com a ação dos tais homens bombas no entanto devemos prestar atenção no fato de que alguma forma isso faz parte da cultura deles já que cresceram com essa ideologia implantada, nasceram para morrer.

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  5. Ao ler o texto um dos trechos que mais me chamou atenção foi quando dizia:" A imprenssa americana foi proibida de publicar qualquer coisa sobre os kamikazes, mas em 1945, eles mostraram para todos a imagem de pilotos fanáticos por seu Imperador, foram eles que criaram a expressão kamikazes, pois no Japão eles utilizavam outro nome, e adotaram o nome que os EUA deram a eles" pois, nota-se que desde antigamente os EUA já exerciam uma grande influência sobre o mundo já que todos denominam esses pilotos suicidas como Kamikazes, um nome criado por americanos. Voltando ao texto penso que seja muito difícil dizer se esses pilotos são corajosos ou malucos pois, a cultura japonesa difere-se da nossa então para eles morrer em função da pátria é uma questão de honra já em nossa cultura pode ser questão de loucura. Um exemplo mais significativo é a cultura indiana onde eles não se alimentam de carne bovina já que este é um animal sagrado mas, aqui no brasil isso é normal. Os Kamikazes por um lado são corajosos pois, se matam pela sua pátria, mas pelo outro considero isso como sendo idiotice pois, de que adianta morrer para depois receber méritos pela sua determinação, e coragem? Mas todos lutam pelo seu objetivo sendo alguns capazes de fazer atos inpenssáveis em troca de reconhecimento por parte dos outros.

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  6. Simplesmente deplorável tais fatos ocorridos durante a Segunda Guerra. A cultura japonesa da época inserida de que se deve ser fiel, desde criança, aos líderes, era cruelmente injusta demais. O que mais me indigna são os registros dos vários que se dispunham para tal ato, crendo ser o certo, em honra à pátria e em idolatria ao imperador. E como o mencionado no texto em substituição do termo suicídio, jovens estudantes e homens foram cruelmente assassinados, pois o governo anunciava que a decisão de se tornar um suicida era voluntária, mas não era isso que ocorria realmente. Pelos fatos analisados do assunto, não vejo como não sentir revolta. A final, além dos cidadãos que pilotavam as naves, milhares de outros inocentes perderam suas vidas nestes ataques.

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  7. Chega a ser difícil de acreditar que pessoas tenham sido criadas desta maneira. Um ser-humano não pode ser criado, basicamente para, morrer, como eram os kamikazes. Eles eram influenciados de uma forma que, se não fizessem o que o imperador desejava (que era: morrer pela nação), eles seriam considerados covardes. A verdade é que eles agiam como se não possuíssem opiniões e vontades próprias, faziam o que era designado a eles, no caso, pelo imperador. E o que ainda piora os acontecimentos, é que isso levava a morte outras muitas pessoas, que não tinham nada a ver com o que estava acontecendo. É inacreditável que isso tenha acontecido, os japoneses da época, nasciam com um propósito, não eram consultados sobre isto e achavam ser o certo. A influencia exercida nos kamikazes, extrapolou limites, a ponto de vidas serem jogadas fora.

    Victor

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  8. É triste saber que um dia o imperador do Japão usou de sua influencia sobre os japoneses para empregar uma cultura tão dolorosa, onde as pessoas eram treinadas para morrer "como heróis". Porém, o que mais me chama atenção é o fato dos japoneses, em sua maioria, acreditarem nas palavras do imperador, por exemplo: se a população do Japão não fosse tão fanática pelo imperador, os kamikazes poderiam aparecer em menor número, ou até mesmo, nem chegassem a existir. Portanto penso que os homens, que eram preparados para a morte, os kamikazes, foram só uma consequência de tamanha adoração ao imperador japonês.

    Leonardo

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  9. É difícil pensar que pessoas eram mortas de formal cruel,e que nada se podia fazer.Como a pessoa podia sair de casa sabendo que não iria voltar?Essa foi a realidade vivida pelos japonese na Segunda Guerra Mundial,que acreditava numa cultura absurda,na qual o homem era treinado para morrer,e isso tudo por sua pátria,para mostrar coragem. Além do mais, o Japão não reconhecia a existência de prisioneiros de guerras, ou seja, a captura pelo inimigo era muito mais temida que a morte.É difícil imaginar que isso tudo era feito para a adoração do imperador japonês e pra ganhar um reconhecimento,nascidos para morrer e isso bastava.
    Tífany

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  10. É muito triste a história dos kamikazes. Nenhum ser humano deve ser obrigado a reivindicar sua vida, principalmente por motivos tão ambiciosos como a guerra. Acho uma covardia sem tamanho os superiores que obrigavam os homens a servirem de homem bomba, desistindo de suas vidas, suas famílias e de seus sonhos, apenas para satisfazerem a vontade cruel de um Imperador. Acho ainda mais triste aqueles que aceitavam de boa-fé tal tarefa por ‘’ cegueira’’ à sua nação ou por terem sido ensinados a serem “fiéis” desde pequenos. Todo ser humano tem de lutar por sua vida, tem de querer viver e ter um propósito maior no mundo, o que não é coerente se matar pelos ideais de outra pessoa e para causar destruição.
    Priscila

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  11. O Japão tem um dos maiores índices de suicídio do mundo atualmente. Isso se dá pelo fato de cada individuo ser ensinado a ser sempre o melhor, então em muitos casos quando a pessoa não consegue, ela se sente fracassada e não consegue mais viver. Vendo agora a reportagem dos kamikazes, isso faz sentido. A população não queria perder dos Estados Unidos, até mesmo vidas foram sacrificadas para isso, claro que muitos involuntariamente e outros voluntariamente. Do que adianta morrer para salvar (ou não) seu país, se você estará deixando pessoas que se importam para trás, sua vida inteira de esforço. Talvez ter que se render, foi um preço para mostrar o absurdo que estava sendo cometido. Pior do que ser voluntário é ser obrigado, ninguém pode ser obrigado a tirar sua própria vida. Toda cultura deve ser respeitada, mas continuo discordando de pessoas terem sacrificado sua própria vida para ‘’não ser um covarde’’.

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